Intervenção

 

A intervenção no autismo, tal como em todas as áreas da saúde, deve basear-se em evidência científica. À luz do conhecimento atual a única intervenção com eficácia cientificamente validada é a Applied Behavior Analysis.

Deve iniciar-se a intervenção tão precocemente quanto possível (ver secção Intervenção Precoce), embora se possam atingir resultados importantes em todas as idades.

 

Os melhores resultados são alcançados com uma intervenção intensiva, idealmente entre 30 a 40 horas semanais. No entanto, na impossibilidade de implementar programas com esta carga horária, deve aproveitar-se o tempo disponível – o pior é mesmo não intervir.

 

Ainda assim, convém assinalar que um indicador mais importante é o do número de oportunidades de aprendizagem criadas para cada sujeito – quanto mais melhor!

 

A intervenção deverá ser desenhada por técnicos com formação em Análise Comportamental pois os princípios comportamentais aplicados de modo experimental por pessoas pouco qualificadas poderão produzir consequências indesejáveis e até mesmo perigosas. A implementação poderá ser feita por técnicos ou familiares devidamente treinados e supervisionados.

 

Deverá privilegiar-se imediatamente a área da comunicação, da interação social e da generalização das aprendizagens a outros contextos.

 

Os princípios da consistência e da sistematização são fundamentais para que a intervenção surta efeito. Todas as pessoas que lidam com o sujeito devem conhecer os objectivos traçados, e as estratégias de ensino para que possam todos actuar em conformidade, sempre!